Existe um Plano Global para conservar a natureza. Povos indígenas podem liderar o caminho

Uma boa nova! Dezenas de países apoiam um esforço que protegeria 30% da terra e da água da Terra.

Com um milhão de espécies em risco de extinção, dezenas de países estão lutando para proteger pelo menos 30% da terra e da água do planeta até 2030. Sua meta é chegar a um acordo global nas negociações a serem realizadas na China ainda este ano, projectado para manter áreas naturais intactas, como florestas antigas e pântanos que nutrem a biodiversidade, armazenam carbono e filtram a água.

Mas muitas pessoas que protegem a natureza com sucesso não vão decidir sobre o acordo: comunidades indígenas e outras que têm mantido espaço para animais, plantas e seus habitats, não cercando a natureza, mas ganhando um pouco de vida com ela. A pesquisa da New Yor Times mostra que a chave para o seu sucesso não é extrair muito.

Na Amazônia brasileira, indígenas colocaram seus corpos em risco para proteger terras indígenas ameaçadas por madeireiros e fazendeiros.

No Canadá, um grupo das Primeiras Nações criou um enorme parque para bloquear a mineração.

Em Papua-Nova Guiné, as comunidades pesqueiras estabeleceram zonas de proibição de pesca.

E na Guatemala, as pessoas que vivem em uma vasta reserva natural estão colhendo madeira de alto valor em pequenas quantidades.

A meta de proteger pelo menos 30% da terra e da água da Terra é muito promovida por conservacionistas e foi assumida por uma coalizão de países. Este decreto fará parte das negociações diplomáticas que serão realizadas em Kunming, na China, no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade. Os Estados Unidos são o único país, além do Vaticano, que não aderiu à convenção, embora o presidente Biden tenha ordenado um plano para proteger 30% das águas e terras americanas.

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