O Projecto Xiquitsi abre a sua 1ª Série de Concertos de 2026, esta quinta-feira (7), um marco que não só inaugura o calendário musical do ano, mas integra o programa comemorativo dos 20 anos de existência da Associação Kulungwana.
Esta efeméride que se prolonga até ao dia 15 reafirma o compromisso contínuo da instituição com o desenvolvimento e a promoção das artes em Moçambique, sob a premissa de que a Kulungwana é “a nossa cultura e a nossa identidade”.
A temporada reflecte a essência da organização, onde o som “nkulungwana” reflecte-se na música, nas artes visuais, na dança, teatro e todas outras as áreas de actuação da organização, consolidando a mensagem de que “nós somos tudo isso, nós somos Kulungwana”, afirma a directora do Xiquitsi, Kika Materula.
A essência desta primeira série reserva um foco especial para a tarde para pais e filhos, promovendo o diálogo intergeracional e a aproximação das famílias à experiência musical. A programação destaca-se pela inovação ao apresentar as estreias absolutas de duas obras originais compostas por dois integrantes do Xiquitsi, Humberto Tandane Júnior e Hilário Vasco Manhiça. A presença do Quarteto Lopes-Graça, vindo de Portugal com o projecto “Migrações“, marca a estreia nacional de uma obra do jovem e já consagrado compositor Estêvão Chissano. Esta peça, que já estreou em palcos portugueses, é a prova inequívoca do alcance e da importância do trabalho do Xiquitsi a nível internacional.
Mais de 60 músicos juntam-se nesta série para unir culturas, sons e tradições numa única linguagem. Entre os nomes confirmados figuram Cheny Wa Gune, na timbila, Aldovino Munguambe na percussão, Bruno Silva, no clarinete e Kika Materula, no oboé.
Através desta união de talentos, o Xiquitsi irá proporcionar música moçambicana em todos os seus concertos e celebrar o percurso de duas décadas da Kulungwana na vanguarda do desenvolvimento cultural.





