O colectivo de Hip-Hop 9Na Cons (Nona Constelação) lança, no próximo sábdo (07), o seu segundo álbum de originais, intitulado “Quem Mais Seria”, numa cerimónia marcada para o Diamond Café (antigo Beer Garden), no Jardim dos Madjermans, cidade de Maputo.
O novo trabalho discográfico é composto por 19 faixas e estará disponível para aquisição em formato CD e flash/USB, além de uma linha de merchandising oficial, que inclui camisetes, bonés e outros artigos personalizados do grupo.
Formado por 14 artistas da cidade da Matola, província de Maputo, o 9Na Cons reafirma, com este lançamento, a sua identidade enquanto colectivo de Rap/Hip-Hop comprometido com a realidade social moçambicana.
As músicas abordam temas como desigualdade social, identidade, cultura urbana e justiça social, mantendo a linha lírica autêntica e socialmente consciente que caracteriza o grupo.
Segundo o CEO do colectivo, Márcio Zunguze, o lançamento representa mais do que a apresentação de um novo produto musical ao mercado. “Lançar este álbum significa alcançar uma meta híper difícil naquilo que é a conjuntura cultural do país, mas, acima de tudo, o maior contributo para o crescimento da Cultura Hip Hop Moz”, afirmou.
Márcio Zunguze explicou ainda que o processo criativo foi marcado por desafios, sobretudo no que diz respeito à disponibilidade simultânea dos 14 integrantes, mas destacou que a amizade e o espírito de união entre os membros foram determinantes para a conclusão do projecto.
“O lançamento é apenas uma etapa. Vamos continuar o movimento e contribuindo para a arte. Mas, acima de tudo, gostaríamos que as pessoas escutassem pelo menos uma música do álbum”, acrescentou.
Com a missão de promover a cultura Hip-Hop em Moçambique e servir de voz às comunidades subalternizadas, o grupo procura consolidar-se como uma das principais referências do género no país, com ambição de projecção nacional e internacional. A aposta na autenticidade, no respeito pela cultura urbana e na excelência artística são valores que orientam a trajectória do colectivo.
Fazem parte deste projecto criativo diversos grupos e artistas da cena urbana nacional, nomeadamente Squabble (Cram e Blastah), Singathellah Oficials (Hyro, Josh, Datsembah, Dabloude e 16 Cenas), Xitiku-ni-Mbawula (DingZwayu e S’Gee), 50 Killos (Sleam Nigger e Dezasseis Cenas), Slay Guy's (Professor Analfabeto) e Sadly Voice, entre outros, numa proposta musical e social ousada, crítica e envolvente
O evento de lançamento deverá reunir fãs, fazedores de cultura, agentes da indústria musical e parceiros, marcando mais um capítulo na afirmação do Hip-Hop produzido na Matola como expressão cultural de intervenção e identidade juvenil.
Elcídio Bila
Elcídio Bila é jornalista há 10 anos, escrevendo sobre artes e outros assuntos transversais. Tem passagens por dois órgãos de comunicação e diversos projectos de Media. Trabalha também como copywriter e Oficial de Relações Públicas em agências de comunicação. É fundador e director editorial do projecto Entre Aspas.